Hackers invadem site do governo, praticam extorsão e podem até apagar luzes de várias cidades no Brasil
Hackers e crimes cibernéticos são uma ameaça do século 21. Nenhum país está inteiramente preparado. Alguns estão mais à frente. Outros, mais atrasados. O Brasil está caminhando com algumas medidas (como um departamento no Planalto só para monitorar essa área), mas ainda falta muito, como mostram esses textos de hoje, na Folha.
Hacker troca senha de servidor de
um ministério e exige US$ 350 mil
Criminoso, que estava no Leste Europeu, invadiu o servidor de computadores de um órgão federal em maio do ano passado
Dinheiro não foi pago, e hacker não foi capturado; computadores do governo federal sofrem, por hora, 2.000 tentativas de ataque
Um hacker baseado num país do Leste Europeu invadiu o servidor de computadores de um órgão ligado a um ministério no ano passado. O criminoso trocou a senha do sistema. Paralisou a operação de acesso aos dados. Deixou apenas um recado: só recolocaria a rede novamente em operação após receber US$ 350 mil.
O ataque ocorreu em maio de 2008. Está até hoje cercado de sigilo. A Folha obteve a confirmação do crime, mas não a indicação de qual foi o ministério e o órgão atacado. O dinheiro não foi pago ao criminoso.
"Decidiu-se por não pagar. Esse órgão ficou 24 horas sem operar, com cerca de 3.000 pessoas sem ter acesso aos dados daquele servidor", relata Raphael Mandarino Junior, 55, o matemático no cargo de diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.
Uma espécie de ciberczar da administração federal, Mandarino comanda cem pessoas no seu departamento, criado em 2006. Só no ano passado, entretanto, passou a existir uma política geral e específica a respeito de crimes cibernéticos na esfera federal. Ele relata como foram as providências tomadas após o mais grave ataque de hacker sofrido até hoje pelo governo brasileiro.
"Foram momentos tensos. Acionamos a Polícia Federal. Havia um backup [cópia] de todos os arquivos em outro lugar. Uma equipe reconstruiu o servidor com as mesmas informações que o hacker havia tentado destruir. Mas ainda demorou uma semana para quebrar os códigos deixados pelo criminoso no servidor original."
Uma vez decodificada a senha deixada pelo hacker, notou-se que a máquina da qual partira o ataque estaria localizada no Leste Europeu. "Foi possível descobrir isso pela natureza do IP registrado no servidor atacado", diz Mandarino. "IP" é a sigla para "internet protocol", o número individual de cada máquina e que serve para indicar a localização possível do equipamento.
Aqui, o texto completo (para assinantes).
Para EUA, hacker causou apagão no Brasil
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Agentes de segurança e informação do governo dos Estados Unidos têm vários indícios de que empresas de energia do Brasil já sofreram ataques de hackers. Alguns apagões que deixaram dezenas de cidades no escuro nos últimos anos podem ter sido obra de cibercriminosos, como mencionou de forma indireta o presidente americano, Barack Obama.
Num discurso em maio deste ano, Obama disse: "Nós sabemos que esses invasores cibernéticos têm colocado à prova nosso sistema interligado de energia e que, em outros países, ataques assim jogaram cidades inteiras na escuridão".
A referência a "outros países" feita pelo chefe da Casa Branca incluía o Brasil, segundo a Folha apurou.
De acordo com agentes de segurança que fazem relatórios para dar subsídios aos discursos de Obama, os apagões brasileiros que teriam ocorrido por causa da ação de hackers foram os de janeiro de 2005 e de setembro de 2007, entre outros, sempre atingindo regiões no Espírito Santo e no Rio.
A responsável por aquela região é a estatal federal Furnas. AFolha entrou em contato com a empresa, que negou ter conhecimento da ação de hackers em seu sistema. A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) também afirmaram desconhecer o envolvimento de criminosos cibernéticos nos apagões. As quedas de energia são sempre atribuídas a fenômenos climáticos, falha de manutenção ou sobrecarga do sistema.
Autoridades dos EUA já chegaram até a mencionar o assunto em público. Em junho de 2007, o então secretário assistente de Defesa dos EUA, John Grines, numa conferência em Paris, disse o seguinte: "Não faz muito tempo, houve um ataque [de hackers] ao sistema de energia do Brasil, à chamada rede Scada [um tipo de sistema de gerenciamento], que causou grandes distúrbios".
No mês passado, em uma reportagem publicada pela revista norte-americana "Wired", um ex-assessor especial no governo de George W. Bush (que deixou a Casa Branca neste ano), também mencionou o Brasil. "Dado o grau de seriedade com que a administração Obama trata a segurança cibernética e a rede inteligente [de transmissão de energia], nós podemos nos preparar para acontecer aqui o tipo de coisa que aconteceu no Brasil, onde hackers conseguiram, com sucesso, derrubar o fornecimento de energia", disse Richard Clarke, hoje presidente da Good Harbor, uma empresa que faz consultoria nessa área.
Raphael Mandarino Junior, diretor do Departamento de Segurança da Informação e Comunicação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, diz ter checado o assunto com empresas de energia "sem encontrar rastros".
"Há sempre a possibilidade de um ataque de hackers para tentar derrubar uma subestação de energia, mas creio que estamos de certa forma protegidos pelo fato de termos chegado tarde aos avanços tecnológicos. As empresas não têm os seus sistemas operacionais conectados diretamente à internet. Isso dificulta muito a um hacker entrar na rede interna", diz Mandarino.
Mas ele acredita que quase todos os setores na administração pública no Brasil estão atrasados na preparação para enfrentar esse risco relativamente novo de ataques de hackers. "Quem trabalha na segurança muitas vezes é um gato gordo e lento. Quem está atacando é um rato magro e ágil, que sempre toma a iniciativa."
A fragilidade do fornecimento de energia no Brasil e o risco de ataques de hackers deve ser assunto hoje à noite no programa jornalístico "60 Minutes", da rede norte-americana CBS, segundo a Folha apurou.
A reportagem falará também das vulnerabilidades locais, mas o caso brasileiro será citado. Amanhã, a reportagem poderá ser assistida na internet, no site da emissora americana (www.cbsnews.com).
Com informações de FERNANDO RODRIGUES
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA da Folha de São Paulo.
Caro leitor, parece uma tremenda doideira, mais eu acredito !!!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
APAGÃO

Um Apagão em escala nacional deixou sem energia, por volta das 22h20 de ontem, vários estados. Ficaram às escuras Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Pernambuco, pelo menos. a causa do apagão não foi conhecida. De acordo com o Operador Nacional do Sistema (ONS), cerca de 17 mil megawatts de potência — o equivalente a toda a energia necessária para o estado de São Paulo foram perdidos com a pane, o que impossibilitou o fornecimento para as demais regiões. Oitocentas cidades ficaram no breu. Parte do Paraguai também teve cortes de energia.
A causa mais provável, de acordo com o que era investigado pelo Ministério das Minas e Energia, é a queda de uma torre de transmissão na linha que abastece São Paulo. A falha teria ocorrido na Região Centro-Oeste, onde à tarde houve chuvas fortes e ventania, região onde esses fenômenos climáticos são frequentes.
O Governador que está em Brasília. Determinou ao secretario de segurança publica que cancele toda as folgas dos policias militares, e que o Bope(Batalhão de operações especias) fosse para as ruas, segundo a policia houve focos isolados de violência, na linha amarela um grupo de bandidos realizaram um arrastão, o mesmo crime aconteceu na linha vermelha, segundo a Cet-Rio, com a falta de energia guardas municipais foram acionados para controlar o transito na cidade que ficou caótico.
Por volta de uma hora a energia foi retornando ao normal.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Piloto de helicóptero da PM será homenageado com a medalha Pedro Enersto na Câmara dos vereadores

O capitão da Polícia Militar, Marcelo Vaz de Souza, que pilotava o helicóptero da Polícia Militar alvejado por traficantes no último dia 17 de outubro no morro dos Macacos, receberá a Medalha Pedro Ernesto, AMANHÃ, dia 06 de novembro, sexta-feira, às 10 horas, no Plenário da Câmara de Vereadores. A homenagem será feita pela vereadora e comunicadora da Radio Manchete Clarissa Garotinho (PR).
Marcelo Vaz de Souza é Capitão da PM lotado no Grupamento Aeromarítimo da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro. No dia 17 de outubro de 2009, viveu o momento mais difícil de sua carreira ao participar de uma operação de combate ao crime organizado no Morro dos Macacos e São João na zona norte da cidade, ele teve a aeronave que pilotava atingida por tiros de traficantes. Mesmo com toda adversidade e o helicóptero em chamas, o piloto conseguiu achar um local seguro para o pouso, evitando cair em cima de diversas casas o que ocasionaria uma tragédia maior. O piloto conseguiu ser o primeiro a sair da aeronave e passou a ajudar outros companheiros que estavam no voo. Infelizmente, dos seis tripulantes, o capitão só conseguiu salvar dois companheiros antes da explosão.
A vereadora Clarissa Garotinho afirmou que a homenagem é mais do que justa pela atitude do policial. “Tenho a convicção que o Capitão Marcelo, com este ato cumpriu fielmente com o que diz o Hino da Polícia Militar sobre o que é ser policial: 'Ser Policial é, sobretudo, uma razão de ser. É enfrentar a morte. Mostrar-se um forte, no que acontecer. Em cada pessoa encontrada, mais um amigo para defender. Em cada ação realizada, um coração pronto a agradecer”, disse a vereadora.
Acho que essa homenagem é muito importante, vou estar presente e conto tudo aqui amanhã.
A Radio Manchete vai estar ao vivo nessa justa homenagem. Com boletins na programação da Radio e no programa fala Garotinho.
Policia civil apreende metralhadora anti-aérea em favela na zona norte

100 Policiais civis da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) fazem operação nas favelas da Pedreira e da Lagartixa, em Costa Barros, na manhã desta quinta-feira. Houve troca de tiros com a chegada da polícia, os agentes contam com o apoio de um helicóptero blindado e um caveirão, uma metralhadora. 30 anti-aérea foi apreendida, alem de munição e drogas.
Os policias com o apoio do blindado retirou barricadas colocadas pelo tráfico de drogas. A operação segundo delegado Marcus Vinicius Braga é para reprimir o narcotráfico e cumprir alguns objetivos, como por exemplo apreender a metralhadora.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Guerra no Rio: 13 mil alunos sem aula na vila Kennedy
A guerra entre criminosos de facções rivais e policiais militares deixaram cerca de 13 mil alunos de escolas e creches públicas sem aula nesta terça-feira.
O conflito aconteceu na Vila Kennedy, zona oeste da cidade. De acordo com a prefeitura, quatro escolas e duas creches ficaram fechadas. Nas cinco escolas que permaneceram abertas, nenhum aluno compareceu. Outras seis registram baixa frequência de estudantes.
Segundo a PM, alguns estabelecimentos comerciais da região também estão fechados.
Os policiais do batalhão de Bangu permanecerão na favela por tempo indeterminado.
Durante o tiroteio, os traficantes incendiaram latões de lixo para confundir os policiais que circulavam pela região.
Os confrontos na Vila Kennedy tiveram início no último sábado, quando traficantes das vilas Rebu, Aliança e Coreia tentaram tomar os pontos de tráfico no local.
Desde o início dos confrontos, cinco pessoas ficaram feridas: quatro vítimas foram atingidas por balas perdidas durante uma troca de tiros entre quadrilhas rivais no último domingo, e uma foi espancada na manhã de segunda-feira.
Mês passado foi no morro dos macacos, nessa semana foi em Bangu, aonde vai ser na semana que vem ?
O conflito aconteceu na Vila Kennedy, zona oeste da cidade. De acordo com a prefeitura, quatro escolas e duas creches ficaram fechadas. Nas cinco escolas que permaneceram abertas, nenhum aluno compareceu. Outras seis registram baixa frequência de estudantes.
Segundo a PM, alguns estabelecimentos comerciais da região também estão fechados.
Os policiais do batalhão de Bangu permanecerão na favela por tempo indeterminado.
Durante o tiroteio, os traficantes incendiaram latões de lixo para confundir os policiais que circulavam pela região.
Os confrontos na Vila Kennedy tiveram início no último sábado, quando traficantes das vilas Rebu, Aliança e Coreia tentaram tomar os pontos de tráfico no local.
Desde o início dos confrontos, cinco pessoas ficaram feridas: quatro vítimas foram atingidas por balas perdidas durante uma troca de tiros entre quadrilhas rivais no último domingo, e uma foi espancada na manhã de segunda-feira.
Mês passado foi no morro dos macacos, nessa semana foi em Bangu, aonde vai ser na semana que vem ?
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Feriado prolongado: banhistas lotam praias cariocas
Quem não viajou neste feriado prolongado de finados e ficou na cidade do Rio de Janeiro também pôde aproveitar o sol forte que brilhou durante todo o final de semana. A temperatura girou em torno dos 35ºC e, segundo o site Clima Tempo, deve aumentar ainda mais ao longo da semana. A previsão para o próximo final de semana é de mais céu azul e clima quente.
A grande reclamação de quem freqüenta a orla da capital fluminense ainda é a poluição que atinge as praias cariocas. Segundo dados do Instituo Estadual do Ambiente, na Barra da Tijuca, Copacabana, Leme, Arpoador, Leblon, Ipanema e Praia Vermelha o banho de mar possui restrições em algumas áreas. Em Botafogo, Flamengo, Guaratiba, São Conrado e Urca não é recomendado entrar na água. A única praia liberada para o mergulho sem preocupações é Grumari.
Ainda de acordo com o Instituto Estadual do Ambiente, entre os riscos de se banhar em águas não apropriadas está a gastroenterite e infecções de olhos, ouvidos, nariz e garganta. As crianças, os idosos, e as pessoas com baixa resistência imunológica correm mais riscos que os demais.
Por Daniel Gonçalves
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Rio de Janeiro é escolhido o melhor destino gay do Mundo
O Rio de Janeiro foi eleito neste domingo o melhor destino gay do mundo. A premiação, promovida por um canal de TV americano, foi feita em Boston, nos Estados Unidos, durante a 10ª Conferência Internacional de Turismo de Gay.
A escolha aconteceu um dia depois da parada gay em Copacabana, que reuniu mais de um milhão de pessoas na Avenida Atlântica zona sul do Rio, A cidade venceu cinco concorrentes: Barcelona, Buenos Aires, Londres, Montreal e Sydney. A Farme de Amoedo foi considerada a rua "mais gay" do Rio, e Ipanema e Copacabana, as melhores praias. Segundo uma pesquisa de uma universidade americana, 25% dos turistas que vêm ao Rio são homossexuais, e eles gastam o dobro dos demais.
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